Projeto de Acessibilidade
As barreiras físicas muitas vezes impedem o usufruto dos espaços, além de serem um risco à vida de pessoas com deficiência. Os projetos de acessibilidade visam promover a inclusão social.
Projeto de Adequação Acústica
O processo de isolamento acústico em indústrias exige um estudo das condições do ambiente, equipamentos que deverão ser isolados e quais os materiais adequados.
Projeto de Conforto Térmico
No projeto térmico define-se a constituição das paredes, pavimentos, pontes térmicas, etc de modo a melhorar o conforto térmico e a eficiência energética.
Projeto de Brigada de Incêndio e Pânico
O projeto de incêndio serve para indicar os locais onde vai ficar a iluminação de emergência, extintores, detectores de fumaça, e, o mais importante, o projeto de incêndio serve para definir proteções passivas em caso de incêndio.
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Najet Saleh
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Acessibilidade no comércio: como adaptar sua loja para receber todos os clientes
O Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 7,3% da população, segundo dados do IBGE divulgados em 2025. Além disso, 2,4 milhões de brasileiros foram identificados com autismo, um público que ainda enfrenta muitas barreiras para consumir e circular com autonomia. Assim, garantir a acessibilidade no comércio vai muito além de cumprir a Lei Brasileira de Inclusão. É também uma oportunidade de ampliar clientes e fortalecer a marca. Quando sua loja é pensada para todos, pessoas com deficiência, idosos, gestantes ou quem tem limitações temporárias, você aplica o conceito de Desenho Universal, que torna o espaço mais acolhedor e funcional para todos. A seguir, a Medvitae Arquitetura reforça a importância no gestor na acessibilidade, assim como dá dicas de como deixar a loja mais acessível. Continue a leitura! O papel do gestor na acessibilidade no comércio A inclusão começa pela liderança. Quando o gestor acredita na acessibilidade e orienta a equipe com esse olhar, todo o ambiente muda. Um estudo do Great Place to Work Brasil (2024), por exemplo, mostra que empresas com líderes comprometidos com a diversidade e a inclusão têm 25% mais chances de alcançar resultados acima da média em satisfação dos clientes e desempenho financeiro. Isso prova que acessibilidade não é gasto, é investimento. Um investimento que traz retorno social e financeiro. Além de cumprir a lei, por exemplo, o gestor que adota uma cultura inclusiva atrai novos públicos, melhora a imagem da marca e cria uma equipe mais empática e engajada. Pense assim: cada melhoria feita para acolher mais pessoas é também uma forma de fortalecer o seu negócio. Dicas práticas de implementação Abaixo estão três pilares básicos para tornar seu comércio mais acessível: Infraestrutura (O espaço físico) Elimine barreiras físicas: rampas no lugar de degraus, portas largas e corredores com espaço para cadeirantes. Invista em sinalização clara: use letras grandes, contrastes de cor e, quando possível, piso tátil para orientar pessoas com deficiência visual. Adapte o mobiliário: balcões, caixas e provadores em alturas acessíveis para quem usa cadeira de rodas. Iluminação adequada: luzes bem distribuídas ajudam pessoas com baixa visão e deixam o ambiente mais confortável para todos. Atendimento (A barreira atitudinal) Treine sua equipe: o atendimento deve ser natural e respeitoso. O ideal é sempre perguntar à pessoa como ela prefere ser ajudada, sem assumir ou forçar nada. Ensine noções básicas de Libras: mesmo aprender algumas palavras já faz diferença. Outra opção é usar aplicativos de tradução instantânea. Pratique a empatia: escute o cliente, fale de frente, evite gestos bruscos e mantenha um tom de voz calmo. Informação e Tecnologia Use cardápios e etiquetas em Braille ou com QR Codes que levem a versões em áudio. Garanta acessibilidade digital: se você tem redes sociais ou site, verifique se os textos têm boa descrição de imagens e se os vídeos possuem legenda. Facilite o pagamento: máquinas de cartão portáteis, PIX e sistemas por aproximação ajudam pessoas com diferentes limitações motoras. Benefícios diretos para o negócio com a acessibilidade no comércio Por fim, fica claro que investir em acessibilidade é mais do que cumprir a lei, mas sim fazer seu comércio crescer e se tornar mais competitivo. Quando sua loja se torna um espaço acolhedor e fácil de usar, você não só melhora a experiência do cliente, como também abre portas para ganhos reais no dia a dia. 1. Amplia sua base de clientes A acessibilidade elimina barreiras que fazem com que muitas pessoas deixem de frequentar ou comprar em determinados estabelecimentos. Um ambiente acessível atrai não só pessoas com deficiência, mas também idosos, gestantes, pessoas com carrinhos de bebê e quem tem limitações temporárias, como lesões, ou seja, um público maior para sua loja. 2. Melhora a experiência de compra Lojas acessíveis são mais fáceis de navegar, mais confortáveis e mais agradáveis para todos. Uma sinalização clara, corredores amplos e atendimento preparado tornam a visita mais positiva e clientes satisfeitos tendem a comprar mais e voltar outras vezes. 3. Fortalece a imagem da sua marca Hoje em dia, muitos consumidores valorizam empresas que demonstram responsabilidade social. A acessibilidade mostra que sua loja não só cumpre normas, mas também se importa com as pessoas — e isso cria uma imagem mais forte no mercado. 4. Aumenta a competitividade Negócios que se destacam por serem acolhedores e inclusivos têm uma vantagem a mais sobre quem ainda não investiu nisso. A acessibilidade pode ser um diferencial que faz um cliente escolher sua loja em vez da concorrente. 5. Acessibilidade no comércio melhora a presença digital Não é só no espaço físico que a acessibilidade importa: tornar sites, redes sociais e comunicações online acessíveis também amplia o alcance da sua marca e facilita a vida de clientes que procuram informações ou querem comprar online. Sua empresa pode ser exemplo de inclusão e acolhimento. A Medvitae Arquitetura desenvolve soluções personalizadas em acessibilidade corporativa, unindo técnica, estética e responsabilidade social. 💡 Vamos juntos tornar o seu espaço acessível para todos? Fale com a gente!

Acessibilidade Predial: Como transformar conformidade legal em valorização imobiliária
No mercado imobiliário atual prédios inacessíveis estão perdendo valor e competitividade. O que antes era visto apenas como uma exigência legal, hoje é um critério decisivo para investidores, gestores e empresas que valorizam boas práticas de governança. A acessibilidade predial deixou de ser um “puxadinho” para atender à lei e passou a ser um pilar de sustentabilidade corporativa (ESG). Empresas que atuam em edifícios adaptados reforçam valores como inclusão, eficiência operacional e responsabilidade social, o que se traduz diretamente em valorização do ativo imobiliário e atração de empresas de alto nível. Investir em acessibilidade é, portanto, uma decisão de negócio inteligente que melhora a experiência dos usuários e garante segurança jurídica e reputacional à organização. Mitigação de riscos e segurança jurídica: a NBR 9050 sob a ótica do gestor na acessibilidade predial A NBR 9050, aliada à Lei Brasileira de Inclusão (LBI), estabelece critérios técnicos para garantir acessibilidade em edificações públicas e privadas. Mas, para o gestor corporativo, o tema vai além de medidas técnicas: é uma ferramenta de proteção jurídica e patrimonial. Cumprir as normas evita prejuízos significativos e assegura a regularidade do empreendimento. Entre os principais riscos da inércia estão: Interdições e multas administrativas emitidas por órgãos fiscalizadores; Ações judiciais por danos morais e exclusão, movidas por usuários ou funcionários; Dificuldade na renovação de alvarás e certificações ambientais e de qualidade, como LEED ou AQUA, que exigem parâmetros de acessibilidade. Empreendimentos em conformidade com a NBR 9050 demonstram governança sólida, garantindo facilidade em processos de licenciamento e maior segurança para investidores e locatários. Em outras palavras, a acessibilidade predial é também uma apólice de seguro jurídico e reputacional. Os 3 pilares da acessibilidade predial como experiência do cliente A arquitetura acessível deixou de ser apenas uma questão técnica. Hoje, ela faz parte da experiência do usuário (Customer Experience), um dos diferenciais mais valorizados em empreendimentos corporativos. 1. Acessibilidade física: eficiência operacional Rampas com inclinação adequada, portas largas e fluxos sem barreiras não beneficiam apenas cadeirantes. Esses elementos facilitam a logística interna, o transporte de equipamentos, a circulação de entregas e o fluxo de visitantes. Ambientes acessíveis são mais organizados, ágeis e reduzem custos operacionais com retrabalhos e adaptações improvisadas. 2. Acessibilidade sensorial: comunicação eficiente Um espaço bem sinalizado é um espaço mais produtivo. Pisos táteis, contrastes visuais e avisos sonoros otimizam a circulação e reduzem o tempo de espera e a confusão em recepções e áreas de alto fluxo. Empresas que aplicam esse conceito não apenas cumprem normas, mas melhoram a experiência do cliente e a eficiência da equipe. 3. Acessibilidade cognitiva: intuição e conforto A acessibilidade cognitiva está ligada à clareza na comunicação visual e na orientação espacial. Sinalizações intuitivas, pictogramas universais e layouts lógicos reduzem o estresse e a sensação de desorientação em visitantes e colaboradores. Um ambiente acessível cognitivamente eleva a percepção de conforto e profissionalismo da marca, reforçando a reputação do edifício e das empresas que o ocupam. O argumento econômico: por que investir agora na acessibilidade predial? Valorização do Ativo Empreendimentos acessíveis têm maior liquidez e menor vacância. Condomínios e edifícios corporativos que seguem o conceito de Desenho Universal são mais procurados por empresas que buscam sede sustentável e moderna. A valorização pode chegar a 20%, segundo levantamentos do setor imobiliário, especialmente em cidades que priorizam práticas ESG. Atração e Retenção de Talentos As novas gerações — especialmente a Geração Z — priorizam empresas inclusivas. Ambientes acessíveis reforçam a cultura de diversidade e aumentam a satisfação e a permanência de colaboradores. Além disso, empresas com políticas de inclusão têm melhor desempenho em inovação e engajamento interno, segundo dados da consultoria McKinsey. Base de consumidores em transformação O IBGE aponta que, até 2040, o número de idosos no Brasil será maior do que o de crianças. Essa transição demográfica muda o perfil de consumidores e usuários dos edifícios, tornando a acessibilidade predial um requisito estratégico de longo prazo, não um diferencial temporário. Investir agora é garantir competitividade e sustentabilidade de mercado no futuro. Inovação e sustentabilidade: o prédio inteligente (Smart Building) A tecnologia é uma grande aliada da acessibilidade predial moderna. Os chamados smart buildings unem automação, sustentabilidade e inclusão, criando ambientes mais eficientes e confortáveis. Exemplos práticos incluem: Portas automáticas que economizam energia e facilitam o acesso; Sensores de presença que ajustam iluminação conforme a circulação; Aplicativos de navegação interna para pessoas com deficiência visual; Totens de autoatendimento com áudio e Libras; Sistemas de climatização inteligente, que otimizam o consumo energético. Essas soluções integram tecnologia, bem-estar e economia, mostrando que a acessibilidade predial é também um vetor de inovação e sustentabilidade corporativa. O custo da inércia vs. o ganho do investimento Fator Manter o Prédio Inacessível (Risco) Investir em Acessibilidade (Retorno) Jurídico Multas da LBI e risco de interdição pelo Ministério Público. Conformidade total, facilidade em alvarás e Habite-se. Mercado Desvalorização do imóvel e alta vacância (público restrito). Valorização de até 20% e atração de grandes empresas (ESG). Operacional Barreiras que atrasam o fluxo e geram dependência de terceiros. Autonomia de uso e eficiência no fluxo de pessoas/logística. Marca Imagem de empresa datada e pouco inclusiva. Posicionamento como marca moderna, humana e responsável. O papel da Medvitae Arquitetura A Medvitae Arquitetura entende que acessibilidade não é custo é investimento estratégico. Mais do que elaborar projetos, a empresa atua como parceira de negócios, equilibrando norma técnica, viabilidade financeira e resultado de longo prazo. Ao investir em um diagnóstico de acessibilidade com a Medvitae, a gestão corporativa garante: Conformidade integral com a LBI e a NBR 9050; Valorização do ativo imobiliário e reputacional; Eficiência operacional e conforto para todos os usuários. 👉 Evite gastos desnecessários com reformas paliativas. Solicite um diagnóstico de acessibilidade para o seu patrimônio e descubra como transformar conformidade em valorização.

4 impactos positivos que a acessibilidade traz às empresas
A acessibilidade é um espelho da maturidade de uma empresa. Ela revela o quanto o negócio entende que o sucesso está em incluir, e não excluir. Mais do que rampas e sinalizações, trata-se de enxergar pessoa, clientes, colaboradores e parceiros como parte essencial do crescimento. Os impactos positivos da acessibilidade nas empresas vão muito além do cumprimento da lei: transformam a cultura, fortalecem a marca e geram resultados reais. A seguir, conheça quatro formas concretas de como a acessibilidade pode impulsionar o desenvolvimento do seu negócio. 1. Fortalecimento da imagem e da reputação da marca nos impactos positivos que a acessibilidade traz Empresas que priorizam acessibilidade se destacam como marcas socialmente responsáveis e comprometidas com a inclusão. Em um cenário onde consumidores e investidores valorizam cada vez mais práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), a acessibilidade se torna um diferencial competitivo e uma demonstração concreta de responsabilidade social. Um ambiente acessível transmite valores como empatia, respeito e equidade e isso não passa despercebido. Clientes e parceiros tendem a se identificar mais com empresas que compartilham esses princípios, aumentando a credibilidade e o valor da marca. Além disso, adotar medidas de acessibilidade física e digital ajuda a empresa a se posicionar de forma ética, evitando críticas e passivos reputacionais associados à exclusão. 2. Ampliação do público e novas oportunidades de mercado Segundo o IBGE, mais de 14,5 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência. Isso significa que quase um quarto da população busca produtos, serviços e ambientes adaptados. Ao tornar seu negócio acessível, sua empresa se abre para esse público e também para seus familiares, acompanhantes e profissionais da área de inclusão — ampliando significativamente o alcance de mercado. Ambientes acessíveis atraem não apenas pessoas com deficiência, mas também idosos, gestantes, crianças e pessoas com mobilidade reduzida temporária. Essas adaptações transformam o negócio em um espaço mais acolhedor, seguro e eficiente para todos. Além disso, a acessibilidade digital permite alcançar novos públicos no ambiente online. 3. Melhoria da produtividade e do clima organizacional A acessibilidade também tem impacto direto no desempenho interno da empresa. Ambientes acessíveis e inclusivos geram bem-estar, pertencimento e motivação entre os colaboradores, o que se reflete na produtividade. Quando uma organização adapta seu espaço e seus processos para atender diferentes necessidades desde a disposição do mobiliário até o uso de tecnologias assistivas, ela permite que todos trabalhem em igualdade de condições. Isso reduz afastamentos, melhora a ergonomia e estimula a colaboração entre equipes diversas. Além disso, empresas acessíveis atraem e retêm profissionais talentosos com deficiência, enriquecendo o ambiente de trabalho com diversidade de perspectivas e soluções criativas. Estudos mostram que equipes diversas têm maior capacidade de inovação e resolução de problemas, o que impulsiona os resultados de negócio. Leia também: Como a acessibilidade arquitetônica impacta a produtividade e a imagem da sua empresa 4. Redução de riscos legais e financeiros Cumprir as normas de acessibilidade não é apenas uma escolha ética: é uma exigência legal. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei n.º 13.146/2015), o Decreto n.º 5.296/2004 e a NBR 9050 da ABNT determinam critérios claros para acessibilidade em edificações, espaços públicos, privados e ambientes digitais. Empresas que não se adequam estão sujeitas a multas que podem ultrapassar R$ 100 mil, além de ações civis públicas, interdições e danos à imagem. Por outro lado, as que investem em acessibilidade ganham segurança jurídica, evitam passivos e demonstram compromisso com a conformidade regulatória. Vale destacar que a acessibilidade é um pré-requisito em diversos processos de licenciamento e regularização, sendo exigida por órgãos municipais e federais em auditorias e vistorias. Contar com projetos e laudos técnicos adequados garante tranquilidade e previsibilidade financeira. Sua empresa já colhe os impactos positivos da acessibilidade? Se ainda não, o momento de agir é agora. A Medvitae Arquitetura desenvolve projetos e laudos técnicos que garantem conformidade, economia e reputação para o seu negócio.Entre em contato e dê o próximo passo rumo à inclusão.

5 requisitos básicos em acessibilidade que sua empresa precisa ter
Cumprir os requisitos básicos em acessibilidade é mais do que seguir a lei, é também garantir inclusão, segurança e igualdade de oportunidades para todos. No ambiente corporativo, por outro lado, isso significa ainda mais, visto que envolve adaptar espaços, serviços e comunicações para atender pessoas com diferentes habilidades, conforme determinam a Lei Brasileira de Inclusão (Lei n.º 13.146/2015), a Lei n.º 10.098/2000, o Decreto n.º 5.296/2004 e a NBR 9050 da ABNT. Por isso, a Medvitae Arquitetura traz os cinco pilares fundamentais para que sua empresa seja verdadeiramente acessível e esteja em conformidade com as normas. 1. Estrutura física acessível é um dos requisitos básicos em acessibilidade O requisito mais visível e muitas vezes o primeiro a ser lembrado é a acessibilidade física. Ela garante que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam entrar, circular e utilizar os espaços da empresa sem barreiras. Segundo a NBR 9050, alguns dos itens obrigatórios incluem: Rampas de acesso com inclinação adequada e corrimãos duplos; Vagas reservadas e sinalizadas próximas à entrada principal; Banheiros adaptados, com barras de apoio e espaço para manobra de cadeira de rodas; Portas e corredores com largura mínima padronizada; Pisos táteis e sinalização de alerta em degraus e obstáculos. Essas adaptações são exigidas tanto para novas edificações quanto para imóveis já existentes. No caso de reformas ou ampliações, a empresa deve apresentar projetos de acessibilidade conforme as normas vigentes, o que muitas vezes requer laudos técnicos assinados por profissionais habilitados. Mais do que evitar sanções, investir em uma estrutura física acessível demonstra respeito à diversidade e amplia as oportunidades de negócio, já que cerca de 14,4 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, segundo o IBGE. 2. Comunicação e sinalização inclusivas A acessibilidade não se limita à estrutura. Um ambiente verdadeiramente inclusivo também deve comunicar-se de forma clara e acessível com todos os públicos. Isso envolve: Placas informativas com textos legíveis e contraste adequado; Sinalização em braile em elevadores, banheiros e portas; Avisos sonoros e visuais, importantes para pessoas surdas e com deficiência visual; Materiais impressos e digitais em linguagem simples, com fontes legíveis e bom contraste de cores. Empresas que recebem público, especialmente lojas, clínicas, repartições e escritórios, devem garantir que a comunicação seja compreensível e perceptível por todos. 3. Atendimento acessível e equipe preparada entre os requisitos básicos em acessibilidade Um dos requisitos mais negligenciados, mas também mais poderosos é o atendimento humanizado e inclusivo. Não basta adaptar o espaço físico se o comportamento dos colaboradores não acompanha essa mudança. A empresa deve: Capacitar equipes sobre o atendimento a pessoas com deficiência; Promover treinamentos de sensibilização, reduzindo barreiras atitudinais; Garantir autonomia no atendimento, evitando infantilização ou excesso de ajuda; Disponibilizar intérprete de Libras, sempre que possível, ou canais digitais com acessibilidade em Libras (como o VLibras). Essas ações são essenciais para criar um ambiente mais receptivo e empático. Além disso, empresas que demonstram preparo e respeito à diversidade fortalecem sua reputação institucional e fidelizam clientes. 4. Acessibilidade digital: presença online para todos Com o avanço da tecnologia, a acessibilidade também se estende ao ambiente digital. A Lei Brasileira de Inclusão estabelece que sites e aplicativos de empresas públicas e privadas devem seguir as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo da Web (WCAG),. Os principais requisitos incluem: Textos alternativos (alt text) em imagens; Legendas e transcrições em vídeos; Navegação por teclado (sem depender exclusivamente do mouse); Estrutura lógica de cabeçalhos e listas, facilitando o uso de leitores de tela; Contraste adequado de cores e fontes de fácil leitura. Além de promover inclusão, a acessibilidade digital tem um efeito colateral positivo: melhora o ranqueamento do site nos mecanismos de busca. Plataformas acessíveis são mais bem avaliadas pelo Google, o que aumenta o tráfego orgânico e amplia o alcance da marca. 5. Planejamento, auditoria e cultura inclusiva A acessibilidade não deve ser tratada como uma ação isolada, mas como um processo contínuo dentro da gestão empresarial. Por isso, o quinto requisito é o mais estratégico: planejar, monitorar e cultivar uma cultura organizacional inclusiva. Algumas boas práticas incluem: Realizar avaliações periódicas da estrutura física e digital com base na NBR 9050 e WCAG; Elaborar planos de ação para corrigir barreiras e priorizar investimentos; Buscar consultorias especializadas em acessibilidade e urbanismo; Incluir pessoas com deficiência nos processos seletivos, promovendo diversidade no ambiente de trabalho; Revisar contratos e fornecedores, garantindo que também sigam princípios de inclusão. Empresas que adotam uma postura preventiva evitam autuações e constroem uma imagem sólida e confiável perante clientes, órgãos fiscalizadores e investidores. Por que a acessibilidade é um investimento e não um custo Embora muitas empresas ainda vejam a acessibilidade como um gasto, ela deve ser entendida como um investimento estratégico. Além de evitar multas que podem chegar a R$ 100 mil, a adequação às normas aumenta a produtividade, melhora a experiência dos colaboradores e fortalece a responsabilidade social corporativa. Mais do que cumprir a lei, tornar sua empresa acessível significa abrir portas para novos públicos, oportunidades e reconhecimento. E, em um cenário onde consumidores valorizam marcas éticas e inclusivas, essa é uma vantagem competitiva que nenhuma organização pode ignorar. Quer garantir que sua empresa esteja em conformidade com os Requisitos Básicos em Acessibilidade? A Medvitae Arquitetura desenvolve projetos e laudos técnicos alinhados à NBR 9050 e à legislação vigente, ajudando empresas a se tornarem mais seguras, inclusivas e livres de riscos legais. Entre em contato e descubra como transformar o seu espaço em um ambiente verdadeiramente acessível.

Multas e riscos por falta de acessibilidade e segurança: o que fazer?
A falta de acessibilidade é um problema que ainda afeta muitas empresas no Brasil e pode gerar sérias consequências. Além de comprometer a segurança e a inclusão, a ausência de adaptações adequadas pode resultar em multas, processos judiciais e prejuízos à reputação da marca. Por isso, neste artigo, você vai entender quais são os principais riscos e o que fazer para colocar sua empresa em conformidade com as leis e normas de acessibilidade e segurança. As principais consequências da falta de acessibilidade A ausência de acessibilidade e segurança impacta diretamente a empresa em diferentes níveis como: jurídico, financeiro e institucional. Veja os principais riscos: 1. Multas e sanções legais Empresas que não cumprem a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e as exigências da ABNT NBR 9050/2020, que define os padrões técnicos de acessibilidade em edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos, por exemplo, podem sofrer multas que variam de R$ 500 a R$ 16 mil, dependendo da gravidade e da reincidência. Essas penalidades são aplicadas quando a empresa não oferece rampas adequadas, banheiros acessíveis, sinalização tátil, corrimãos, vagas especiais ou rotas de circulação conforme as medidas previstas na norma. Além disso, as organizações com mais de 100 funcionários que descumprem a Lei de Cotas (Lei n.º 8.213/1991) estão sujeitas a multas que podem chegar a R$ 22 mil por colaborador PCD não contratado, conforme a Portaria Interministerial MTPS/MF n.º 9/2017. O Ministério Público do Trabalho (MPT) e outros órgãos fiscalizadores também podem instaurar Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e ações judiciais, obrigando a empresa a realizar adequações emergenciais, o que costuma gerar custos muito mais altos do que um planejamento técnico feito de forma preventiva. 2. Interdição e restrição de funcionamento O descumprimento das normas pode levar a interdições parciais ou totais do estabelecimento, suspensão de licenças e até proibição de participar de licitações públicas. Isso significa prejuízos diretos no faturamento e paralisação das operações até que o espaço seja regularizado. 3. Danos à imagem e à reputação Negligenciar a acessibilidade transmite uma imagem de descuido e exclusão. Clientes, colaboradores e parceiros passam a ver a marca como pouco comprometida com a responsabilidade social e as práticas ESG (ambientais, sociais e de governança). Hoje, a inclusão é um diferencial competitivo. Uma empresa acessível atrai talentos diversos, amplia seu público consumidor e fortalece sua reputação. 4. Perda de talentos e aumento de turnover Ambientes inacessíveis afastam profissionais com deficiência e comprometem a diversidade da equipe. Além de ser uma perda de talentos, essa exclusão gera um ambiente de desconforto e insegurança, afetando até quem não possui deficiência como idosos ou pessoas com mobilidade temporariamente reduzida. 5. Custos com reformas emergenciais Empresas autuadas costumam precisar fazer adaptações às pressas, o que encarece as obras. Projetos mal planejados, retrabalhos e prazos curtos elevam os custos e prejudicam o andamento das atividades. Com um planejamento técnico adequado, o investimento é menor, mais eficiente e permanente. O que a lei exige: principais normas e legislações Para entender o que sua empresa deve atender, veja as normas que definem os critérios de acessibilidade e segurança: Lei n.º 13.146/2015 (LBI): garante acessibilidade arquitetônica e comunicacional em espaços públicos e privados. Decreto n.º 5.296/2004: regulamenta a LBI e determina padrões técnicos para edificações, mobiliários e transporte. ABNT NBR 9050/2020: norma técnica que define dimensões, rampas, corrimãos, sinalizações táteis e demais parâmetros de acessibilidade física. Lei n.º 8.213/1991 (Lei de Cotas): exige que empresas com 100 ou mais funcionários reservem entre 2% e 5% das vagas para pessoas com deficiência ou reabilitadas. Essas legislações são complementares e devem ser consideradas no projeto arquitetônico e na gestão da empresa. Como adequar sua empresa e evitar multas por falta de acessibilidade A boa notícia é que é possível evitar multas e riscos com planejamento técnico e ações preventivas. Confira os passos essenciais: 1. Faça um diagnóstico completo de acessibilidade Antes de qualquer obra, realize um levantamento técnico para identificar barreiras físicas e estruturais. Esse diagnóstico deve analisar rampas, banheiros, sinalizações, pisos, portas e áreas de circulação. A Medvitae Arquitetura oferece esse tipo de análise detalhada, identificando não conformidades e soluções viáveis para cada tipo de espaço. 2. Siga as normas da ABNT NBR 9050 A norma é o principal guia para adequações arquitetônicas. Ela estabelece medidas mínimas para rampas, corrimãos, áreas de manobra de cadeiras de rodas, sinalização tátil e visual, entre outros itens obrigatórios. 3. Priorize a segurança e o conforto Acessibilidade e segurança devem andar juntas. Portanto, é importante incluir: Pisos antiderrapantes e nivelados; Barras de apoio em banheiros e áreas de risco; Sinalização de emergência acessível (visual e sonora); Rotas de fuga adaptadas e bem sinalizadas. Essas medidas reduzem acidentes e demonstram o compromisso da empresa com o bem-estar de todos. 4. Treine sua equipe De nada adianta ter uma estrutura acessível se os colaboradores não estiverem preparados para oferecer atendimento inclusivo e seguro. Invista em treinamentos de conscientização e protocolos de emergência. 5. Crie um plano de adequação contínua Por fim, vale lembrar que as normas de acessibilidade e segurança evoluem com o tempo. Por isso, mantenha um cronograma de manutenção e revisões periódicas. Assim, sua empresa se mantém regularizada e evita surpresas em fiscalizações futuras. Precisa de consultoria especializada no assunto? Conte com a Medvitae Arquitetura. Converse agora mesmo com a nossa equipe.

Acessibilidade nas empresas: 5 dicas para tornar seu espaço mais inclusivo
Como uma empresa projeta seus espaços diz muito sobre seus valores. Um ambiente corporativo acessível não é apenas um cumprimento de normas, é um reflexo de respeito, empatia e compromisso com a diversidade. A arquitetura acessível vai além das rampas e banheiros adaptados. Ela busca eliminar barreiras físicas e sensoriais, garantindo que todas as pessoas possam circular, interagir e trabalhar com segurança e autonomia. Investir em um projeto acessível é investir em qualidade de vida, produtividade e imagem institucional. Afinal, espaços planejados para todos tornam o ambiente mais funcional e acolhedor, fortalecendo a cultura inclusiva da organização. A seguir, conheça cinco dicas de arquitetura acessível para empresas que desejam se destacar pela inclusão e cumprir não apenas a legislação, mas o papel social de promover pertencimento. 1. Planeje a acessibilidade nas empresas desde o projeto A acessibilidade deve ser pensada desde o início do projeto arquitetônico, e não como uma adaptação posterior. Isso garante soluções integradas, eficientes e esteticamente harmônicas. O arquiteto deve considerar as normas da ABNT NBR 9050, que define critérios técnicos para acessibilidade em edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Essa norma estabelece parâmetros como largura mínima de portas, inclinação de rampas, altura de corrimãos e dimensões de circulação. Ao projetar um ambiente corporativo acessível, é importante observar: Circulação fluida e sem obstáculos entre setores; Entradas e saídas acessíveis com rampas ou plataformas elevatórias; Iluminação adequada, evitando áreas com sombras ou reflexos intensos; Espaços de convivência amplos e seguros, que estimulem interação sem exclusão. Planejar desde o início é sempre mais econômico e eficiente do que adaptar depois. 2. Garanta rotas acessíveis e sinalização eficiente Um ambiente acessível precisa permitir que todas as pessoas se orientem e se desloquem com autonomia. Isso inclui não apenas rampas e elevadores, mas todo o sistema de circulação interna. Rotas acessíveis As rotas devem ser planas, contínuas e livres de obstáculos. Quando houver desníveis, utilize rampas com inclinação máxima de 8,33% e instale corrimãos duplos em ambos os lados. Os pisos devem ter superfície regular e antiderrapante, tanto em áreas internas quanto externas. Sinalização tátil e visual na acessibilidade nas empresas A sinalização é outro ponto essencial da arquitetura acessível. Ela deve ser: Visual, com cores contrastantes e fontes legíveis; Tátil, com placas em braile e relevo; Podotátil, com pisos que orientem o percurso de pessoas com deficiência visual. Além disso, as portas e elevadores devem conter sinalização em altura acessível, e o layout interno precisa ser intuitivo, evitando corredores confusos ou rotas que terminem em obstáculos. 3. Adapte banheiros e áreas comuns com conforto e segurança Os banheiros são um dos ambientes que mais exigem atenção no projeto de arquitetura acessível corporativa. Eles devem oferecer espaço de manobra para cadeiras de rodas, barras de apoio, pias e vasos sanitários em alturas adequadas e sinalização clara. Boas práticas incluem: Instalar barras horizontais e verticais ao lado do vaso sanitário; Garantir espaço de no mínimo 1,50 m de diâmetro para manobra; Usar puxadores tipo alavanca em vez de maçanetas redondas; Posicionar o espelho em altura inclinada, para que possa ser utilizado por todos; Evitar degraus ou desníveis nas portas. Áreas comuns — como refeitórios, salas de reunião e recepções — também devem seguir o mesmo princípio: amplo espaço de circulação, mobiliário estável e alturas acessíveis. Esses ajustes aumentam o conforto e demonstram cuidado com todos os públicos, especialmente visitantes e colaboradores com deficiência. 4. Valorize o conforto sensorial Acessibilidade não é apenas física — é também sensorial. Ambientes corporativos devem ser projetados para atender pessoas com diferentes percepções visuais, auditivas e cognitivas. Iluminação e contraste Prefira luz natural difusa e evite o excesso de reflexos. O contraste entre piso, parede e mobiliário ajuda pessoas com baixa visão a se orientarem com mais facilidade. Acústica Ambientes com muito ruído podem prejudicar a concentração e a compreensão de quem tem perda auditiva. O uso de materiais que absorvem som, como painéis acústicos e tapetes, melhora a comunicação e o conforto. Cores e texturas Cores vibrantes podem destacar rotas de circulação, mas devem ser usadas com equilíbrio. A variação de texturas também auxilia na orientação tátil, sem comprometer a estética do ambiente. Pensar no conforto sensorial é fundamental para criar um espaço mais humano e funcional — algo que beneficia todos, não apenas quem tem deficiência. 5. Invista em mobiliário e tecnologia acessíveis Um projeto de arquitetura acessível corporativa deve considerar também o mobiliário e as tecnologias utilizadas no ambiente. No mobiliário, prefira: Mesas com altura ajustável ou padrão universal (entre 75 e 85 cm); Cadeiras ergonômicas com apoio lombar e braços; Balções rebaixados em áreas de atendimento; Estantes e armários acessíveis, com prateleiras até 1,20 m de altura. Na tecnologia, vale incluir: Portas automáticas e sensores de presença; Sistemas de iluminação inteligente; Painéis informativos com voz e braile; Plataformas e elevadores com botões em relevo e sinal sonoro. Essas soluções aumentam a autonomia e modernizam o ambiente, tornando-o mais inclusivo e eficiente. 👉 Quer tornar sua empresa mais acessível?Entre em contato com a equipe da Medvitae Arquitetura e descubra como aplicar a arquitetura inclusiva no seu espaço, garantindo conforto, segurança e conformidade com a legislação.
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